Réptil habitava a floresta amazônica há 8 milhões de anos.
Trabalho de reconstituição do animal levou dois anos para ser concluído.
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Cientistas da Universidade Federal do Acre (Ufac) apresentaram nesta terça-feira (16) o fóssil reconstituído de um jabuti-gigante que viveu na Amazônia há 8 milhões de anos e que pode ter parentesco com espécies de répteis que povoaram as Ilhas Galápagos, no Equador.
De acordo com o coordenador do Laboratório de Paleontologia da Ufac, professor Jonas Filho, o fóssil foi encontrado em 1995 no município acreano de Assis Brasil, na fronteira com o Peru. Como estava muito fragmentado, ficou armazenado no laboratório e só começou a ser reconstruído em 2011.
"O trabalho de reconstituição levou dois anos para ser concluído e agora ele estará na exposição permanente no laboratório de pesquisas paleontológicas da universidade", explica Jonas.
Para o pesquisador da Ufac, é provável que espécie encontrada em terras brasileiras seja ancestral dos jabutis encontrados no Equador. "Provavelmente eram parentes dos répteis das Ilhas Galápagos, tendo surgido primeiro aqui e depois se deslocado para aquela região", explica.
Com mais de um metro e meio de comprimento, os pesquisadores afirmam que o jabuti amazônico era maior que os jabutis-gigantes que viviam nas Ilhas Galápagos e foram encontrados pelo naturalista inglês, Charles Darwin, autor do livro "A Origem das Espécies".
Segundo Jonas Filho, ainda são poucas as informações sobre o animal, tanto que no nome científico consta apenas o gênero Chelonoidis. O paleontólogo conta que os pesquisadores sabem até o momento é que ele viveu na região amazônica e no Peru há mais de 8 milhões de anos, no Período Mioceno. O réptil era onívoro e se alimentava de frutas, carcaças de outros animais, além de pequenos répteis e anfíbios.
Terra de Gigantes
Mas o jabuti-gigante não foi o único animal de grandes proporções a habitar a Amazônia pré-histórica. Em uma região pantanosa que não lembra em nada a floresta atual, tartarugas, jacarés, preguiças e outras espécies conviviam juntamente e tinham tamanhos que, segundo os pesquisadores, eram gigantescos.
Um dos animais que mais chamam a atenção é o Purussaurus brasiliensis, um gênero de jacaré que media mais de 13 metros de comprimento. A Amazônia era também o lar da preguiça-gigante. Segundo Jonas Filho, esses animais foram extintos quando o clima na região mudou.
"Eles viviam em uma área de pântano e foram extintos por uma mudança climática que secou os lagos, pois, como eram muito grandes, precisavam de muita alimentação e não encontravam", conta.
Mas o jabuti-gigante não foi o único animal de grandes proporções a habitar a Amazônia pré-histórica. Em uma região pantanosa que não lembra em nada a floresta atual, tartarugas, jacarés, preguiças e outras espécies conviviam juntamente e tinham tamanhos que, segundo os pesquisadores, eram gigantescos.
Um dos animais que mais chamam a atenção é o Purussaurus brasiliensis, um gênero de jacaré que media mais de 13 metros de comprimento. A Amazônia era também o lar da preguiça-gigante. Segundo Jonas Filho, esses animais foram extintos quando o clima na região mudou.
"Eles viviam em uma área de pântano e foram extintos por uma mudança climática que secou os lagos, pois, como eram muito grandes, precisavam de muita alimentação e não encontravam", conta.
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